O Que é Isso, Companheiro?
Carlos Edyl
“Quem falta com a verdade, comparece com a mentira”
(Millôr Fernandes)
Salvem-me quem puder!!!
Recebi diversos recados de que uma determinada, e até então inquestionada, autoridade está com sua fúria voltada para minha pessoa, inclusive chegando ao ponto de coagir pessoas do meu círculo profissional que não têm nada, absolutamente nada, a ver com o exercício da minha liberdade de expressão.
Segundo se constata, tal pessoa (ainda revestida de autoridade), possui a pueril mania de considerar ‘amigos’ aqueles a quem presta favores aproveitando-se das atribuições que o cargo lhe confere. E, na sua mentalidade diagnosticada atenuadamente como também pueril, aproveita a primeira oportunidade para fazer lembrar os seus favores, como se dessa forma se firmasse a verdadeira amizade.
Favores, ainda mais quando jogados na cara, assim como homenagens forjadas e muito menos ainda o uso de instrumentos de intimidação não conquista o respeito nem amizade, nem admiração. Não é a negativa de subserviência aos ‘poderosos’ que faz colecionar inimigos, mas sim a completa ausência de humildade, humanidade e compromisso social.
Recentemente, a posição critica desse jornalista através do ‘blogdoedyl’ e a própria Folha do Sul, foram, indiretamente, chamadas de imprensa marrom, em documento oficial, ‘edital’, feito publicar pelo ilustríssimo senhor promotor Rubens Andrade Maciel, ainda então responsável pela Curadoria das Fundações da Comarca. Tal edital não merece rótulos, já que dentre a comunidade jurídica, com as exceções de praxe, manifestou a não compreensão e o não entendimento de recados eventuais porventura embutidos no teor do texto, um primor de involução cromossômica.
Mas o pior foi a desconexão com a realidade manifestada pela ilustre autoridade, que perdeu uma excelente oportunidade de assumir a responsabilidade inerente ao cargo e vir a público esclarecer fatos que causaram revolta e indignação na população envolvendo a UNINCOR e indícios de desvios de dinheiro público pelos ex-gestores Adair Ribeiro e padre Baldim.
Diante da gravidade da crise, aparentemente só não observada pelo então curador, tivemos a oportunidade de ouvir/ler versões de Adair Ribeiro, Dr. Ubsclender, Faustinho, professora Nilza, professora Joana, Dr. Marco Aurélio, Dr. Marcio Bemfica, Dr. Tufi, professores, alunos e até mesmo Braz Pagani, que não possui qualquer vínculo direto com a entidade e mesmo assim era o Homem forte que mandava e desmandava na instituição.
Só não houve sequer uma manifestação, por mais breve que fosse, do então ilustre curador das Fundações, senhor doutor Rubens Andrade Maciel.
Na estrutura administrativa do país, foi criada e fortalecida a instituição do Ministério Público, grosso modo, o advogado do povo para representar o interesse comunitário diante qualquer ameaça, inclusive governamental, ao interesse coletivo. Para isso, o Ministério Público foi dotado de plenos poderes, pressupondo-se que seus ocupantes saberiam fazer bem uso desses poderes para melhor cumprir suas atribuições. Quando não, o próprio Ministério Público criou a sua corregedoria, encarregada de fiscalizar os lenientes e suspeitos de se omitirem diante da missão de defender os interesses da população.
Dentre as atribuições repassadas ao Ministério Público, existe a Curadoria das Fundações, onde um representante do MP cuidaria de fiscalizar o pleno funcionamento dessas instituições que usufruem de condições fiscais especiais em troca de serviços sociais. O MP deveria fiscalizar para que os objetivos estatutários fossem cumpridos e não houvesse suspeita de aproveitamento ilícito dessas condições especiais concedidas pelo governo por alguns espertalhões que estão sempre à espreita de oportunidades para lesar o Bem Público. E, mais que óbvio, para isso, é imprescindível que o representante do MP, investido na função de Curador das Fundações, não possuísse nenhum vinculo com tais entidades, a quem deveria fiscalizar e zelar. Vínculos empregatícios então, nem se fala. Seria como colocar a raposa para tomar conta do galinheiro.
E, mesmo sendo de uma obviedade ululante, como diria Nelson Rodrigues, ainda assim houve quem não entendesse. Ou pelo menos, fingisse não entender.
Em Três Corações, o então Curador das Fundações Dr. Rubens Andrade Maciel manteve longos e rentáveis laços com a UNINCOR, conforme documentos publicados pelo jornal Folha do Sul. A notícia, que não foi estarrecedora porque muitos já conheciam os meandros que envolviam os ex-gestores da UNINCOR, Braz Pagani e o senhor promotor, ainda assim estourou como uma bomba ao ostentar em primeira página a foto do senhor promotor, risonho, sob a tarja ‘sob investigação’. A manchete remetia a matéria extensa onde, segundo o editor Dr. Paulo César Pereira, foi apresentada uma pequena parte dos documentos e recibos bancários que põem por terra a necessária imparcialidade que se espera do representante do Ministério Público, por essência defensor dos interesses da coletividade e não de alguns poucos.
Ao menos duas representações na Corregedoria do Ministério Público, movidas pelo Dr. Josefino de Carvalho e pelo professor Allan Kardec, já denunciavam essa incompatibilidade.
E nem assim o ilustre promotor se deu o trabalho de vir a público e explicar quais as reais atribuições do Ministério Público diante do caso, seu envolvimento, e o que significava aquele ‘SOB INVESTIGAÇÃO’ logo abaixo da sua risonha fotografia. Poderia muito bem esclarecer que essa investigação é um ato até corriqueiro do próprio Ministério Público, que dessa forma mantém todos seus representantes sempre dentro da mesma linha de atuação.
Mas não. O ilustre Dr. promotor, Rubens Andrade Maciel utiliza-se de uma página do Jornal Três para discorrer sobre comentários emitidos no ‘blogdoedyl’, preocupado em manter a aparência de usufruir de uma, digamos, amizade, com o Dr. José Antero Monteiro Filho, de forma que, ao contrário do que foi dito no blog, eles podem sim ser chamados para ocupar a mesma mesa sem constrangimentos.
Tsc tsc tsc
O cara parece que não entendeu nada.
Na Cantina Calabreza recentemente foi lembrado o velho filósofo Antônio Cupollilo que, mais ou menos, diria assim: “Quem é honesto pela metade é ladrão pela metade”
Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, funcionário administrativo da Câmara Municipal de Três Corações, coleciona ‘santinhos’ de eleições passadas.
http://tricordiano.zip.net/ www.blogdoedyl.net/ carlosedyl@uol.com.br
Escrito por Carlos Edyl às 16h05
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