MAIS DO CHACRINHA Carlos Edyl Dia desses, citei o velho guerreiro, Abelardo Barbosa, o ‘Chacrinha’. E foi inevitável ficar pensando e lembrando do amigo Tadeu Neder, que certamente deu motivos para herdar o apelido que lhe grudou como sobrenome: ‘Tadeu Chacrinha’. Conheci ele na época que fazia meu ‘jornalzinho’ Alternativa, quando me ensinou muitas coisas e ainda hoje continuava ensinando. Com enorme generosidade, nada preguiçosa, compartilhava sua cultura, seus talentos, visões e curiosidades para quem não tinha preguiça de conversar sem pressa e despretensiosamente. Artes gráficas, comunicação visual, mestres da pintura, história, filmes, literatura, carnaval e culinária eram assuntos que rendiam vários dedos de boa prosa. No seu último sábado, nos encontramos no corredor do GF Supermercado e ele me passou dicas para aprimorar o meu (modéstia ás favas) já primoroso filé à parmeggiana. Não deu tempo de agradecer nem de lhe oferecer uma garfada para ele devorar com a sem cerimônia de bom glutão que era. Glutão que devorava tudo que alimentava sua alma. E com seus amigos, lembrava de uma Três Corações que lhe fez feliz, e sonhava com outra Três Corações onde TODOS poderiam também ser felizes. Lamento a perda de um interlocutor precioso, com refinada ironia e generosa sabedoria. Lamento perder um amigo que, sabe-se lá por que, justo agora teve inesperada pressa de partir. Lamento Três Corações perder um artista, um cidadão que continha as belezas do mundo e as reconhecia nas ruas e pessoas da nossa cidade. A Humanidade ficou um pouquinho menor sem a grandeza do Tadeu, que vendia pastel nas esquinas e acreditava Três Corações como seu compartilhável céu. Na Suely, filhos e irmãos, um carinhoso abraço por saber que assim Tadeu também é abraçado. Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, funcionário administrativo da Câmara Municipal de Três Corações. Contato: carlosedyl@uol.com.br Mais do autor: http://tricordiano.zip.net
Escrito por Carlos Edyl às 22h23
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ACIDENTES GRAVES ACOMPANHAM BRASILEIROS VITORIOSOS NA F-1 As 99 vitórias brasileiras na Fórmula-1 foram conquistadas por seis pilotos. E TODOS pilotos brasileiros que sentiram o gostinho de subir no degrau mais alto do pódio da principal modalidade do automobilismo mundial tiveram suas carreiras marcadas,a maioria encerradas, após graves acidentes. Começou com José Carlos Pace, o 'Moco', vitimado pela queda de um avião particular, pelos idos de 1975,76. Foi o único fora das pistas, mas mesmo assim em um veículo motorizado. Por volta de 1992-93, Nelson Piquet (o pai) encerrou sua iniciante carreira na F-Indy após se chocar violentamente numa curva daqueles circuitos ovais onde se anda a mais de 350 km/h. Como sequela, além do susto, ficou a amputação parcial dos dois pés. Em 1994, no primeiro treino para o GP de Ímola, o então iniciante Rubens Barrichello literalmente decolou com seu carro direto para o muro de proteção, prenunciando o que seria o mais sinistro final de semana da F-1. Dois dias depois, logo no início do mesmo GP, a barra da direção da Willians,após o choque na Tamburello, feriu mortalmente Ayrton Senna, provocando comoção em todo o planeta, que começava a se tornar globalizado. A tragédia provocou grandes avanços no quesito segurança dos pilotos. Em 1996, Emerson Fittipaldi já veterano e ainda brilhando na F-Indy, quebrou a coluna e escapou de ficar paralítico após outro grave acidente em Michigan. Agora acontece esse grave, e inusitado, acidente com Felipe Massa. Alvejado por uma peça de metal de 800g a mais de 200km/h, sua vida foi salva graças aos avanços na segurança dos pilotos depois de Ímola. ...................................... Agora, cá entre nós, de todos acidentes o menos grave foi o do Rubinho. Chegam a dizer, maldosamente, que é por ele ser o menos importante.. rs ..................................... Há Braços! Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, funcionário administrativo da Câmara Municipal de Três Corações, nunca perdeu uma corrida de fórmula um e nunca sofreu acidente nas pistas de F-Indy. Bastam-lhe os acidentes cotidianos, todos eles sem maior gravidade assim também como ele é desimportante para a maioria dos felizardos mortais. Contato: edylsantiago@gmail.com Mais do autor: http://tricordiano.zip.net
Escrito por Carlos Edyl às 22h22
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VOLTANDO COM O DEDO NA FERIDA É com extremo pesar que retomamos um assunto que todos queríamos resolvido. Depois de participar da mobilização popular que defenestrou Adair Ribeiro e padre Baldim da direção da UNINCOR, qualquer omissão diante dos problemas atuais da instituição seria imperdoável retrocesso no exercício da cidadania. Isso além de transmitir uma falsa impressão de que todo aquele engajamento era direcionado contra as pessoas do professor Adair Ribeiro, professor padre Baldim e mesmo Braz Pagani. Que fique claro que todo aquele engajamento, assim com este agora a ser tomado, não é CONTRA ninguém, mas sim a FAVOR da UNINCOR. O desrespeito para com a opinião pública, que deixou todos indignados com as denuncias, até hoje não esclarecidas, de irregularidades e desvio de recursos da Unincor, supostamente promovidos por Adair e Baldim, resultou numa inédita mobilização popular somente acalmada após a saída dos gestores e promessas de mudanças nos métodos de gestão. O descumprimento daqueles compromissos, agravadas pela disseminação de informações sobre empréstimos tomados junto ao mercado financeiro paralelo (agiotas), informações estas que não são convincentemente esclarecidas, revela a indesejada, mas verossímil possibilidade de um novo escândalo, já em fase embrionária, e com o mesmo potencial explosivo de pulverizar reputações e deixar o tricordiano revoltado e descrente da capacidade de seus dirigentes em zelar pelo patrimônio público. O mesmo desrespeito de Adair para com a opinião púbica é mantido pela gestão Joana Beatriz que, apesar de seu blá-blá-blá oficioso nas emissoras de rádio, não consegue explicar porque a credibilidade da UNINCOR foi inacreditavelmente rebaixada a um patamar próximo daquele deixado pela gestão anterior. A ferida não fechou. E a decepção com a arrogância e prepotência de Joana Beatriz faz doer ainda mais ante um prognostico que não é nada animador. Engana-se quem pensa que a população se manterá paciente. Ou os novos gestores compartilhem da responsabilidade hoje centralizada na Joana Beatriz e promovam uma verdadeira assepsia no método/tecido já comprovadamente necrosado, ou a população voltará a exigir amputações de membros e apêndices onerosos e parasitários. Ou então, após a falência múltipla, se faça a necropsia mesmo que só para constatar a moléstia que resiste a placebos e paliativos e cuja dimensão nunca é revelada para uma população ora enganada, ora desenganada. (Voltaremos ao assunto)
Escrito por Carlos Edyl às 23h23
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QUEM NÃO SE COMUNICA, SE TRUMBICA O Faustão dos anos 1970, Abelardo Barbosa, o Chacrinha, eternizou essa frase. Claro que ele é também lembrado pelas formas voluptuosas das Chacretes que tanto inspiraram os moçoilos de então, mas no momento deixa pra lá. A referida frase que criou certamente visando sensibilizar potenciais anunciantes, se tornou objeto de estudo em aula da faculdade de comunicação social. Não só pela óptica do pitoresco, mas por toda uma mensagem subliminar com que vem acompanhada. Bem, como eu também matei as aulas seguintes, desconheço a conclusão que se pode chegar, mas confesso que sempre tive a maior vontade de escrever um texto e usar a palavra TRUMBICA sem ter que forçar a barra. Não sei o seu significado e nem mesmo fui conferir se existe oficialmente. Mas que eu já vi muita gente boa se trumbicar por aí, isso já. Eu mesmo, viro e mexo, também me trumbico. Deduzo que não seja algo desejável, mas nunca soube de ninguém que morreu por ter se trumbicado. Imagino que seja algo como o SIFU dito pelo Lula, mas em um calão menos baixo. E a falta, ou má comunicação, não deve ser a única fonte da trumbicagem alheia. Para supervalorizar quem não se comunica (anuncia) Chacrinha contrapôs com o que seria seu inverso. Tem gente que faz de tudo para não perder uma rima. Até inventa palavras. Antes do professor Google, era mais difícil e demorado checar a existência de palavras, lugares e mesmo biografias. Mas o velho guerreiro não deixa de ter razão não. Quem não se comunica, SIFU. Admiro quem se comunica bem. Borges, Luis Fernando Veríssimo, Eduardo Almeida Reis. O Pantera na radio. Olga Bongiovanni e Leda Nagle na Tv. O Barack Obama. O Buluca, João Arbex, Valério Neder, Beto Iemini, todos aqui em Três Corações. O Zé Simão e o Tutty Vasquez. O Tabet na NET, sítio Kibeloco. Et caervas, et caervas, et caervas. Admiro mesmo outros que dominam a técnica, a arte da comunicação, mas com ressalvas quanto ao conteúdo e inconfessáveis intenções. O Diogo Mainardi na Veja. O Lula. O FHC. E continuo achando que todos esses também se trumbicam. Cada um se trumbica nos vexames cotidianos que nos são inescapáveis. Minha mais recente trumbicada foi quando comecei esse texto. O inicio seria apenas para ilustrar outro assunto que queria aprofundar. Mas me empolguei com a sonoridade e com o inusitado da palavra e acabei fazendo com que meus raros leitores também se trumbicassem enquanto tinham vã esperança de extrair algum proveito daqui. Nós NOSFU. Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, teve que forçar a barra para fazer esse texto, mas aprendeu o significado de ‘trumbica’.
Escrito por Carlos Edyl às 20h25
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O DIA EM QUE DERRUBARAM A ESTÁTUA DO PELÉ Carlos Edyl Já imagino as manchetes no dia seguinte da retirada daquele monumento às margens da Fernão Dias: “CIDADE NATAL DERRUBA ESTÁTUA DE PELÉ” A notícia vai correr o mundo. Televisão, NET, jornais. Vai ser destaque até no EPTV. E acompanhada de uma imagem de grande impacto. O Pelé descabeçado, ou ‘despernado’, sendo demolido por uma retro-escavadeira dirigida por um argentino, ou varginhense, ensandecido de inveja bairrista. Deixo bem claro que não é esse meu desejo nem vontade, mas também não se trata de mera ficção futurística desconectada com a realidade, não. Enquanto uns gostam, outros não, e uma maioria não está nem aí para aquela estátua do Pelé, ninguém sabe se já foi concluída, se ainda em construção ou se já sentenciada à demolição. Essa falta de informação é desrespeitosa com a opinião pública, e mais desrespeitosa ainda com aquele a quem se queria homenagear: O Atleta do Século XX, o tricordiano Pelé. Dizem (sujeito oculto devido ao silêncio oficial) que o DENIT embargou a obra. E além de não permitir nenhum outro melhoramento no local, ainda exige sua demolição. A razão seria que a estátua se localiza próxima demais ao trevo de acesso sul a Três Corações e à cidade de Varginha, o que desviaria a atenção dos motoristas aumentando o risco de acidentes. Hummm... Tem lógica. O que não é compreensível, nem perdoável, é porque o tal DENIT não interferiu no inicio da construção, que durou meses, evitando gasto do dinheiro público para construir e mais dinheiro ainda para desconstruir. Sem falar dessa situação constrangedora perfeitamente evitável. Cabe ao diretor, superintendente, chefe, seja lá a denominação que tenha o responsável do DENIT para o sul de minas, que este apareça para esclarecer. Aguardar que o mesmo venha colaborar na solução é esperar demais de um funcionário certamente bem apadrinhado politicamente e que se estivesse na iniciativa privada teria dado motivos para ser sumariamente demitido, por justa causa. E com um belo pontapé dos conterrâneos do Rei do Futebol. Alegar que a estátua do bandeirante Fernão Dias na entrada da cidade de Pouso Alegre também se localiza em trevo de grande movimento não basta para desqualificar as eventuais razões técnicas para a impermanência da estátua do Pelé. Ela foi erguida há décadas, antes da duplicação da rodovia, e certamente observando uma outra e mais tolerante legislação. Mas, prevalecendo o verossímil argumento técnico, então fica inviabilizada a construção de outro monumento no trevo de acesso norte a Três Corações, próximo ao tão (mal) falado prédio dos correios? Ora, a proibição permanece se faltar planejamento, se faltar capacidade para ler e compreender as leis e suas aplicações. Por se tratar de uma área muito mais ampla, com grande afastamento das margens da rodovia, é perfeitamente possível uma estátua (monumento, museu ou similares) do Pelé sem ameaçar a segurança do tráfego. Creio que com boa vontade, competência e inteligência, possa se chegar a uma solução viável. E fazendo questão de reafirmar que esse texto não é ficção, sei que essas características não são raras junto à população tricordiana, servidores públicos e profissionais do setor da cultura e turismo. Eu não faço idéia de qual seria essa solução e desconfio das intenções de qualquer pessoa que venha com resposta fácil e pronta. Até porque a encrenca é maior, muito maior do que os 18 metros de concreto armado e gosto duvidoso daquela estátua. É uma questão de simbologia. Se é objetivo de Três Corações diversificar sua economia explorando a imagem do Pelé, logicamente tudo que envolve esta imagem deve ser tratada com cuidado e responsabilidade. Se a inauguração daquela estátua atrairia atenção do mundo inteiro, a desconstrução da mesma tem mais força jornalística ainda. Daí a gravidade da situação. Ignorar aquela estátua é muito mais difícil do que ver ETs em São Thomé ou em Varginha. Tampouco é questão de discutir se tem mérito ou não. Parodiando Bill Clinton para Bush pai, “É a Economia, estúpido’”. No nosso caso, “É a Imagem, estúpido”. A palavra ‘estúpido’ é bem mais forte e ofensiva em português que em inglês, (imagino eu, semi-glota que sou), mas ainda assim vale a ênfase. E enquanto ninguém tomar iniciativa de abordar o assunto de forma oficial, os comentários rolam soltos. Conversando com o Valério Neder, com o Nando Ortiz, com o Bogarim, no bar do Gajo ou na Calabresa, não se deixa o assunto morrer. Quanto mais se conversa, quanto maior o debate, mais próximo de uma solução inteligente, acima de divergências das correntes políticas que se alternam no poder. (...) - Ou não! Diria Caetano Veloso, que não tem nada a ver com o assunto, mas como muitos outros, palpitaria mesmo assim. ............................................................................................................................................ Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, aquariano, joga futebol quase tão bem quanto a estátua do Pelé. Nunca jogou no Santos, nem no Cosmos, nem na Seleção Brasileira, mas ainda é invencível em futebol de botão e pebolim.
Escrito por Carlos Edyl às 20h18
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FRASES FEITAS & CONCLUSÕES IMPERFEITAS “Descobrir as próprias vulnerabilidades traz o respeito em relação aos sustentáculos alheios.” Carlos Edyl Quem é vivo sempre aparece. Quem está por cima uma hora desce. Quem se decepciona nunca esquece. São todas as frases feitas nas quais forcei a rima mas não significa que sejam verdades. Um exemplo é a grande decepção que tenho com minha memória. Não tenho o menor controle sobre ela. Mas se não me lembro daquilo tudo que gostaria, em compensação esqueço tudo que deveria. Todo dia tenho que começar tudo de novo. E fica mais fácil assim. Com esse mecanismo inconsciente de autodefesa que reduz o tédio da rotina cotidiana me oferecendo a possibilidade da descoberta inédita de um encanto imprevisto e inesperado. De forma que acabo tirando proveito disso que seria decepção. Das outras decepções nem me lembro mais. Não perco tempo para juntar rancores e guardar desaforos advindos da mediocridade daqueles que, exatamente por medíocres, me são inofensivos. Decepções maiores são aquelas geradas por expectativas equivocadas em relação a determinadas pessoas. Passo a vida aprimorando descer. Desço nos cantos escuros e profundos da alma, e quem sabe assim eu cresço? Nesse premeditado e inverso caminho de se sentir ‘por cima’, fútil ilusão e sintoma de complexo de superioridade que, no paradoxo, atinge os ególatras e, enquanto assim, inferiores. A soberba precede a queda. E não por ironia, se manifesta acompanhada do falso discurso que renega o orgulho e a vaidade. Hipocrisia e ignorância que repudia a humana normalidade. Riqueza material, beleza física, Poder, são poderosos propulsores que transformam a imprescindível auto-estima em pernosticismo, o mais pedante. Daí a necessidade de, durante a convivência humana, transcender o instinto que não faz visível o risco dos pré-julgamentos naturais se tornarem inflexíveis. Melhor, pior, maior, menor, tudo tem seu momento. E a beleza reside na diferença. a grandeza reside nos detalhes. Vê belezas quem sabe, e quer enxergar. Vê mais longe quem enxerga pra dentro. Ninguém é mais frágil do que aquele que desconhece suas fraquezas. Descobrir as próprias vulnerabilidades traz o respeito em relação aos sustentáculos alheios. Só quem pode desfrutar da leveza do céu é quem aprende a solidez do seu solo. Negar os defeitos, própria vaidade, não significa que não existam, mas sim que se ignora sua existência. É reconhecer ignorância e insensibilidade para todos demais defeitos, virtudes, características inerentes à condição humana. Quem se acha ‘por cima’ chega a acreditar ser esta sua natureza, enquanto se revela desprevenido diante uma precária constância. E quando da hora, mesmo que tardia, mas inevitável da descida, vem maior o sofrimento por até então evitadas as próprias profundidades. Quem é vivo sempre aparece nos porões. E é melhor descer as escadas por vontade própria, não por castigo ou por não ter mais aonde ir. Descer sem ninguém, nada, obrigar descer. Descer por descobrir precisar. E nos subterrâneos, no meio de muito que se queria escondido, descobrimos nosso exato tamanho. Temos nada mais, nada menos, que a dimensão dos nossos medos. Dos nossos sonhos. Somente quem experimenta e aprende o caminho que nos inferniza sabe desfrutar da intensidade do céu que nos é possível. ............................................................................................................................................ Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, como bom aquariano, habita porões e reside em profundos céus sem se preocupar em distingui-los.
Escrito por Carlos Edyl às 01h06
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DENTRO DO BOLSO
DENTRO DO BOLSO
Carlos Edyl
Acordei de uma noite estranha, numa hora incerta da manhã que chovia. Pude ver pela janela do quarto onde dormi. Meus olhos não reconheciam as paredes cálidas que me abrigaram enquanto eu nem sei dos perigos que corri ou não. Estava sozinho, dentro de uma roupa amarrotada e os sapatos espalhados pelo chão. A porta fechada garantia o silêncio que quebrei com meu despertar. De forma que ninguém lá fora disso saberia, nem nunca souberam. Investiguei os móveis do cômodo buscando sinais de outros habitantes. Nada reconhecível, a não ser o jornal de ontem com notícias de anteontem.
Na camisa, o bolso estufava conteúdos. Esvaziei ávido sobre a cama, ansiando refazer a noite através de seus vestígios acumulados dentro do tecido. Um maço de cigarros pela metade. Uma caixa amarela de chicletes. Algumas moedas, também de valor incerto. Uma tampa de caneta. Papéis. Vários papéis amassados. Desdobrei um por um. Um fragmento de poema que nem sei se foi concluído. Um número de telefone anotado displicentemente. Um recibo de restaurante. Um recibo de bar. Outro recibo de bar. Um ticket de metrô. Muitos escritos indecifráveis. Um cartão de visita.
Uma chave.
Tateei na calça e apalpei o chaveiro do dia-a-dia. Aquela chave era novidade.
Mas afinal,o que essa chave abriria? Trancaria o quê?
O que eu me deliciaria abrindo trancas com aquela inusitada chave? Caminhos? Encantos? Encontros? Pessoas? Lugares? Saídas?
Ou de que perigos aquela chave me protegia? Ameaças? Invasões? Tempestades? Naufrágios? Entradas a ambientes hostis?
Seria tudo depois daquela porta?
A chave me protegeria ou me possibilitaria?
Tamanho poder contido naquela mísera chave, talhada em metal barato, cheia de ranhuras que a tornava única. Percebi que a fechadura era compatível com a chave. Me aproximei aguçando os ouvidos sem distinguir os sons que do outro lado me aguardavam.
Antes de usar a chave, coloquei a mão na maçaneta. Com receio de perder o que me era desconhecido e mergulhar numa imensidão interminável de desfechos previsíveis e com términos conhecidos. A porta abriu.
Crianças corriam prá lá e prá cá. Minha irmã penteava seus cabelos. Os pais avisaram que o almoço estava na mesa.
Fingi que os conhecia, assim como finjo que me conheço. E sorrateiramente guardei aquela chave em um lugar secreto, para uma ocasião sagrada.
Decerto, até lá,eu aprenderia a saber.
Escrito por Carlos Edyl às 23h52
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ENTREVISTA EXCLUSIVA:
GORDO DENTISTA FALA
SOBRE CRISE DA UNINCOR
Carlos Edyl
Com muita insistência e perseverança,
o ‘blogdoedyl ’conseguiu, com exclusividade,
trazer aos leitores o que pensa o prefeito
Gordo Dentista sobre a UNINCOR.
PERGUNTA: PREFEITO GORDO DENTISTA, LEITORES DO ‘BLOGDOEDYL’ CRITICAM SUA POSIÇÃO DIANTE DA CRISE DA UNINCOR. AFINAL, O SR SEMPRE FOI RECONHECIDO COMO AUTOR DE DECLARAÇÕES BOMBÁSTICAS E ESSE SEU SILÊNCIO...
GORDO DENTISTA: Aí. Ta vendo? Se o Gordo fala, muita gente sai criticando; quando o Gordo não fala, todo mundo cai matando do mesmo jeito. Em primeiro lugar, é preciso deixar bem claro que a UNINCOR, apesar de Comunitária, não faz parte da Administração Pública Municipal. O prefeito não tem poder nenhum ali dentro. Mas é assim mesmo, tudo que eu fizer, ou não fizer, será motivo de criticas, ainda mais em vésperas de eleições. É impossível agradar a todos. Quem tenta isso acaba se ferrando. Eu do meu lado procuro agradar somente minha consciência...
P: (INTERROMPENDO) DESCULPE, MAS VOLTEMOS AO ASSUNTO UNINCOR. MESMO NÃO SENDO DE RESPONSABILIDADE DIRETA DA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL, PORQUE O PREFEITO, COMO LÍDER DA COMUNIDADE, NÃO SE MANIFESTOU?
GORDO DENTISTA: Por questão de bom senso. Eu me conheço. Aliás, todos me conhecem e sabem que não sou de medir palavras. Eu me segurei muito pra não sair dizendo minha opinião. E a crise na UNINCOR já é grave o bastante para se por mais lenha na fogueira. Mas em momento algum estive omisso. Foram incontáveis reuniões com conselheiros, com o juiz Dr. Márcio Bemfica, com auditores fiscais e etc... O que foi tratado nessas reuniões exige sigilo em prol da própria UNINCOR e para não atrapalhar as investigações que estão sendo feitas. Me reservei o direito de ficar calado para que minha opinião não fosse mal compreendida e aproveitada por aqueles que foram –são – repudiados por toda população.
P: COMO ASSIM?
GORDO DENTISTA: É que essa crise não surgiu do nada não. Muita gente que aparece como santo salvador, na verdade não é o que parece. Essa crise não surgiu de repente. Ela veio crescendo, crescendo e chegou a esse ponto devido à omissão daqueles que deveriam fiscalizar as contas da Fundação anualmente.
P: ESSA OMISSÃO FOI POR PARTE DE QUEM, MAIS ESPECIFICAMENTE?
GORDO DENTISTA: Tanto dos membros do Conselho quando do Curador das Fundações, Dr. Rubens Andrade Maciel. Se eles estivessem cumprindo com as atribuições devidas, iriam detectar a crise logo no principio e tomar as medidas cabíveis. Mas não é hora de entrarmos nesses detalhes não, o que só favoreceria os ex-gestores. O Conselho, comprovada a omissão, deverá ter uma nova composição. E quanto ao curador, o próprio Ministério Público sabe como enquadrá-lo.
P: O QUE ACHA DO TRABALHO DO ATUAL INTERVENTOR?
GORDO DENTISTA: O Dr. Tufi é uma pessoa séria, um profissional competente. Em reunião com ele, ofereci todo apoio que acaso ele precisar. Sabemos que ele vem fazendo um trabalho severo, saneador. Veremos os resultados. Confiamos na sua competência como sabemos que a UNINCOR possui, em seus quadros, pessoas de grande competência, capazes de resolver essa crise. Mas assim como tem gente competente, lá tem muita gente incompetente também, que devem ser excluídas pelo bem da UNINCOR.
P: QUAL SUA OPINIÃO SOBRE A GESTÃO ADAIR RIBEIRO/ BALDIM ?
GORDO DENTISTA: Na verdade, gestão Adair Ribeiro só né? (risos). O Baldim, coitado, estava mais pra Rainha da Inglaterra. Repassou todo o poder ao Adair. Mas isso não o exime de culpa não...
Agora o Adair Ribeiro, falando como colega profissional, é de grande competência odontológica. O Adair gestor, reitor, o povo já avaliou né? É aquela história: ‘Diga-me com quem andas que te direi quem és’. Quando o tal Braz Pagani entrou na UNINCOR e começou a ganhar cada vez mais poderes, aí a coisa desandou de vez. A coisa foi indo, foi indo e chegou uma hora que tinha que estourar de vez. Todo mundo via isso. Menos o Adair. E os Conselheiros. E o Curador. E deu no que deu.
P: O QUE O SR. ACHA QUE DEVE ACONTECER COM ADAIR E COM BALDIM, CASO COMPROVADA A MÁ- GESTÃO?
GORDO DENTISTA: Tem dois tipos de má gestão: a do incompetente, que mesmo com boas intenções, não consegue ser bem sucedido. Nesses casos, basta afastá-los e pronto.
E há também a má-gestão criminosa, quando o gestor usa o cargo em proveito próprio ou de terceiros. Aí é caso de polícia. A contratação de uma empresa laranja do Braz Pagani por mais de cem, CEM mil reais por mês é brincadeira... E com contrato válido até 2016!!! Nem o governo federal faz contratos com essa validade para a construção de grandes obras como hidrelétricas por exemplo. Esse contrato, que o Dr. Ubsclender quando interinamente na presidência da FCTE suspendeu o pagamento, quando Baldim voltou, no ultimo dia pagaram todos os atrasados. É difícil ver boas intenções em pessoas que, nas ultimas horas, do ultimo dia na gestão de uma entidade pública, autorizam o pagamento de 300 mil reais a uma empresa sob suspeita.
Isso não me parece ser coisa de incompetência não.
Então, como todos os indícios levam a crer, e após as devidas apurações, for constatado que a gestão Adair Ribeiro e Baldim foi mal-intencionada, principalmente em favor do Braz Pagani, então devem ser todos submetidos às penas da lei.
P: O SENHOR ACREDITA QUE AS INVESTIGAÇÕES IRÃO FUNDO AO PONTO DE SE FAZER JUSTIÇA?
GORDO DENTISTA: Ao contrário do que se pensa, as leis no Brasil são severas sim. O difícil é aplicá-las. Mas estamos observando uma nova geração de juizes e promotores que são cada vez mais rigorosos, principalmente em relação aos chamados crimes de colarinho branco. Eu acredito que será feita justiça sim, até porque se não acreditarmos tudo perde o sentido. O mundo inteiro sabe que o Brasil tem um código de leis dos mais avançados e modernos. O que acontecia, ainda acontece, em menor numero, é que, exatamente para prever abusos, a justiça garante amplo direito de defesa. O que é correto. Só que muita gente, principalmente advogados espertalhões, usa desse direito de defesa para ir enrolando os processos e protelando a solução judicial final. Mas isso esta mudando, para o nosso bem. E o caso UNINCOR é grave. Envolve Polícia Federal, Civil e Militar, Receita Federal, INSS, etc. E estão todos, a seu modo, apurando os fatos. Assim como o Ministério Público Estadual, que enviou dois corregedores para apurar a atuação do Curador Dr. Rubens Andrade Maciel durante o transcorrer do caso.
Ou seja: são muitas as linhas de investigação, e todos sabem que a população não aceita impunidade. “Cabeças vão rolar”, diria um amigo meu...(risos cúmplices).
(Gordo Dentista apalpa, cheira, gira nos dedos e enfim acende um cigarro de palha: “Preciso parar com essa b*...” Diz após a primeira baforada para só então receber o olhar de aprovação da esposa Débora.)
-CONTINUA-
Escrito por Carlos Edyl às 18h21
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ENTREVISTA: PARTE II
P: O QUE O SR. ACHA DA POSSÍVEL RECONDUÇÃO DA PROFESSORA JOANA PARA A REITORIA DA UNINCOR E DO DR. UBSCLENDER PEREIRA PARA A PRESIDÊNCIA DA FUNDAÇÃO?
GORDO DENTISTA: Acho que o momento é ideal para promover mudanças profundas. Tem que abrir essa caixa preta que é o Conselho. Aliás, Conselhos né? Tem que mudar no Estatuto pra deixar bem claro quem é responsável pelo que. E a formação do Conselho Principal deve se feito da forma mais transparente e democrática possível, de forma que realmente reflita todos os segmentos da sociedade tricordiana. Depois de eleito esse Conselho, aí sim falaremos de nomes para reitor, ou reitora e Presidente da Fundação. A decisão do Conselho deve ser respeitada e nomes aptos a exercerem essas funções, ainda bem, não nos falta aqui em Três Corações. Para a reitoria deve ser alguém ligado a comunidade acadêmica, assim como a professora Joana é e outros também são. E para Presidente da Fundação, o nome do Dr. Ubsclender é perfeito, sem querer desmerecer outros que também são aptos para o cargo.
(ANTES DE COMEÇAR A PRÓXIMA QUESTÃO, GORDO DENTISTA ATROPELA )
GORDO DENTISTA: Ah, Edyl, antes que você pergunte, faço questão de abordar a questão religiosa. Eu sou Católico Apostólico Romano. Fui criado assim e tenho orgulho. Claro que tem defeitos, mas a questão não é essa. Fui criado de forma a respeitar as diferenças. Ninguém é obrigado a ser igualzinho ao outro não, a ter os mesmos valores. Mas assim como respeito, exijo ser respeitado. E a própria Constituição garante a liberdade de crença e credo. Acho isso ótimo. Nem precisava estar na lei. Respeito vem de berço. Agora, não se pode misturar as coisas. Não é porque sou católico, praticante, que vou encher a prefeitura de padres, só por ser padre, de coroinhas e etc. Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, como diz não sei quem. (risos) Na administração publica, qualquer instituição pública ou comunitária, o que deve prevalecer é a competência. E tem que assumir a responsabilidade. Ou então imagina se a cada decisão administrativa eu for consultar o padre ou o Bispo de Campanha?
P: MAS O SR. TOCOU NESSE ASSUNTO PORQUE O ADAIR SE DECLAROU ADEPTO A UM CULTO AFRO, INCLUSIVE APRESENTANDO SEU GURU ESPIRITUAL A TODOS?
GORDO DENTISTA: Exatamente. Cada um pode ter o guru que quiser, mas que se dê o respeito, oras. Adair, como reitor de uma Universidade Comunitária, nunca poderia utilizar àquelas instalações para apresentar à sociedade a sua crença e seu guru. E ainda favorecia adeptos do mesmo culto para ocupar cargos de relevância na UNINCOR. Eu não sei e nem quero saber nada sobre esse tal culto que ele pratica. Respeito. Mas que respeitem também minha, nossa formação cristã, que é totalmente incompatível com aqueles rituais, com sacrifícios de animais... Na minha religião o próprio DEUS entregou seu filho em sacrifício, oferecendo seu sangue e sua carne... Isso é bonito na Igreja Cristã, e significa uma evolução ética da própria humanidade, que não precisa sacrificar animais e derramar o sangue deles em oferenda a seus deuses primitivos.
Mas, repito, respeito à crença de cada um... E se Adair mantivesse a prática desse seu culto a nível particular, ninguém teria nada com isso. Mas não... Logo após assumir, digamos, ‘corajosamente’ sua adesão a esse culto, Adair solta um manifesto citando o “Sermão da Montanha”, uma passagem da Bíblia que é sagrada para os cristãos. Isso pareceu uma grande hipocrisia e um grande desrespeito com a crença alheia. Uma blasfêmia. Eu respeito a prática alheia, mas não tentem misturar não. Espero, sinceramente, que o guru espiritual do Adair o ajude nesse momento difícil, de transição, em que ele sente que perdeu algo que, na verdade, nunca lhe pertenceu.
P: E NO ASPECTO POLÍTICO? O SR. NÃO ACHA QUE A SOCIEDADE ENTRE ADAIR RIBEIRO E SEU VICE E CANDIDATO A SUCESSÃO EDSON CHIBA LHE SERÁ PREJUDICIAL?
GORDO DENTISTA: Que sociedade? Vamos esclarecer isso. Eles dividem, há muitos anos, o mesmo imóvel, ali, na Rua Pelé, onde funcionam seus consultórios. E só. O Chiba nunca participou, apesar de convites, de nenhum cargo de gestão na UNINCOR. É apenas um professor. Um bom professor, aliás.
P: MAS MESMO ASSIM, NÃO ACHA QUE ESSE ASSUNTO SERÁ LEVANTADO NA CAMPANHA ELEITORAL?
GORDO DENTISTA: É, imagino. Vão apelar pra tudo, já estou esperando. E já alertei o Chiba. Mas quem não deve não teme. Sei até que tem muita gente tirando fotos do letreiro do imóvel onde ambos dividem consultório, numa forma desesperada de tentar associar um ao outro. Isso no fundo é falta de argumentos. Chiba é um profissional realizado plenamente, assim como eu, e não depende de política para ganhar a vida. Ao contrário. Ao abrir mão da carreira profissional, ele vai ganhar menos financeiramente e assumir esse abacaxi que é a política. Poucos podem isso. Muitos enxergam na política uma forma de sobrevivência, senão de enriquecer. Tirar proveito. E o povo sabe muito bem quem são eles...
BLOGDOEDYL: Bem, vamos encerrar por aqui senão a entrevista ficará ainda maior e deixaremos o assunto de política para uma outra ocasião. Em nome dos leitores do blogdoedyl, da imprensa livre, o nosso muito obrigado.
Apenas lamentamos que haja poucas frases bombásticas que iriam gerar polêmica e dar ibope ao blogdoedyl.(risos)
GORDO DENTISTA: Eu que agradeço. Parabéns pelo seu blog, bloguinho como eu disse na rádio...(risos). Ma foi no impulso, sem querer desmerecer quando me referi a bloguinho..Você sabe que sou assim, e sabe que se eu não respeitasse o seu trabalho, o trabalho da imprensa, nem estaríamos aqui. Agora, você sabe que declarações polêmicas não faltaram. Eu é que pedi pra você desligar o gravador antes. “Cê pensa que nóis é bobo??? (Gordas gargalhadas)
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Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, funcionário administrativo municipal.
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Escrito por Carlos Edyl às 18h19
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PROFECIAS ELEITORAIS
Carlos Edyl
Tenho a mais absoluta das certezas. Com irrisória margem de erro, sei que no domingo, 05 de outubro, será definido o nome da pessoa que irá assumir a prefeitura pelo menos até o ano de 2012. Minhas previsões não falham, e a confirmação desse nome se dará por volta das 22 horas no mais tardar. E no amanhecer da segunda-feira, dia 06 de outubro, haverá um posicionamento solar cósmico que possibilitará a todos conhecerem os nomes do prefeito, vice e vereadores. E desde já afirmo que, passados exatos 87 dias desse domingo, haverá uma solenidade em que esses nomes serão oficialmente empossados e assumirão a administração do nosso município. Pressinto que serão 87 dias de articulações, conversações, que determinarão a composição do secretariado municipal e da maioria parlamentar na câmara. Então, no dia 02 de janeiro de 2009, iniciaremos o novo mandato no governo municipal.
Antecipo desde já que os candidatos em disputa estarão, TODOS, compromissados com a saúde, educação, assistência social, segurança, geração de emprego e meio ambiente.
Parece fácil né? Óbvio né? E olha que nem precisei de bola de cristal, de entrar em transe mediúnico, traçar mapa astral, rezar, flagelar, sacrificar bodes ou galinhas, fazer mil promessas não. Vai ser assim e pronto!
Tenho minhas fontes metafísicas, contatos D’Além-mundo, que assim me garantiram. E pode vir Uri Geller (lembram-se dele?); Thomaz Morton, ET de Varginha, Padre Quevedo, Mãe Dináh, Neila Alkimin, Paracelsus, ou quem for que ninguém irá me desmentir.
Por excesso de modéstia, nunca alardeei sobre meus super-poderes. Sou Alquimista, mas não do tipo dos livros do Paul Rabbit.
Eu nasci há 10 mil e 41 anos atrás, e não tem nada nesse mundo que eu não saiba demais.
Sei que durante o período eleitoral, Três Corações ficará parecido com o inferno: Cheio de gente de boas intenções!
Mas como nada é perfeito, nem com meus super-poderes, sei o que será de Três Corações de 02 de janeiro para frente. Muito menos sei os nomes dos escolhidos. Nem recorrendo a Nostradamus consegui desvendar.
Só sei que não faltarão falastrões dizendo que, desde o princípio, já sabiam tudo. O nome do beltrano e o do sicrano.
Meus poderes mediúnicos têm limites, assim como minha tolerância , limite e cinismo.
Mesmo com todo meu sobrenatural poder, e imensurável modéstia, creio ainda no imponderável. De forma que o – os – escolhido –s- somente serão definidos por detalhes impossíveis de serem premeditados, já que a alma humana é incerta.
Mesmo que apareçam videntes de plantão dizendo que tudo sabiam, eu lhes digo: Na verdade, ninguém sabe p* nenhuma. Por isso, ‘Alea jactea est’; ou seja, “A sorte está lançada”.
E que vença o melhor. Não o melhor de palanque, melhor discurso, melhor campanha.
Mas o melhor para Três Corações!
QUE A SORTE ESTEJA CONOSCO!
Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, funcionário administrativo municipal.
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Escrito por Carlos Edyl às 23h36
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eeeeeeeeeeeeeeeeeeee
COLUNA DO ADEMIR
“Hoje 31 de março, nos porões dos quartéis ainda se fala na revolução (sic) de 64.
Lula teve um almoço reservado, hoje, com autoridades militares na "Casa da Base Aérea do Galeão".
Sem ofender Sua Excelência: Foi uma comemoração?
Aliás, não fosse a tal revolução Lula não estaria, hoje, onde está.
C' est lá vie. Ontem preso por eles, hoje comemorando com eles. “
Ademir Ribeiro Andrade é advogado. Casado com a professora Angélica, é irmão do também advogado Elvio ‘Bala’ e de qualquer outro parentesco- longínquo- com Ribeiros e/ou Andrades ele não se responsabiliza.
eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
Escrito por Carlos Edyl às 23h35
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PRESTAÇÕES DE CONTAS 2007
DA UNINCOR SERÁ REPROVADA
Carlos Edyl
No próximo dia 30 de março, por força da lei, a Fundação Comunitária Tricordiana de Educação, mantenedora da UNINCOR, deverá fazer publicar o Balancete com as Prestações de Contas referentes ao exercício de 2007.
Apesar da publicação, deverá constar a observação de que tal prestação NÃO foi aprovada pelo CONSELHO FISCAL. Isso foi feito seguindo orientações da própria Auditoria contratada para verificar a gestão da dupla Adair Ribeiro e padre Baldim.
Se aprovasse, o Conselho Fiscal estaria praticamente expedindo um ATESTADO DE BONS SERVIÇOS à referida dupla, o que, convenhamos, está longe, muito longe de ser verdade.
A publicação deverá ser feita em TODOS OS jornais da cidade, rompendo o antigo costume de somente se utilizar dos jornais subservientes e omissos aos desmandos que acontecia na instituição.
Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, Funcionário Administrativo Municipal.
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Escrito por Carlos Edyl às 00h55
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EXCLUSIVO!!!
BRAZ PAGANI DENUNCIOU
ADAIR RIBEIRO NA JUSTIÇA
Carlos Edyl
Mais de um integrante do Conselho da UNINCOR revelou (revelaram? - desculpe meu português ruim) ao ‘BLOGDOEDYL’ que, quem diria, Braz Pagani havia ingressado com representação na Curadoria das Fundações do Ministério Público, na capital mineira, contra a PESSOA de Adair Ribeiro. E, mesmo que pareça, isso não foi feito imbuído pelas melhores das boas intenções não, conforme explicaremos.
A representação, elaborada por um dos advogados mais caros de Belo Horizonte mas que não assinou a peça judicial, foi protocolada na segunda quinzena de novembro e, conforme é de seu feitio, foi assinada por Luciano Diniz, cunhado de Braz Pagani.
Tal representação, recheada de documentos, forma um grande calhamaço de papéis e documentos aparentemente comprovando as acusações à Adair Ribeiro por má gestão dos recursos da Fundação mantenedora da UNINCOR. Apesar de presidida pelo padre Baldim, não foi por ignorância que este assinou um documento dando amplos poderes administrativos ao então reitor, que assim extrapolou suas atribuições pedagógicas. E deu no que deu...
BRAZ PAGANI NEGA DENÚNCIA
E REPROVA AÇÃO DO BLOGDOEDYL
Em contato com Braz Pagani (sempre fazemos questão de abrir espaço para todos os lados envolvidos) na tarde de sexta-feira, este negou veementemente a veracidade da notícia, classificando a mesma como mais uma conversa de P..... *. (Em respeito ao leitor, pouparemos o uso de palavreado de baixo calão).
Disse que no mês de maio irá apresentar toda documentação que detém ( mas porque somente em maio????) e, falando atropeladamente, disse algo a respeito do ex-prefeito e conselheiro da FCTE, Faustinho.
Braz Pagani aproveitou a oportunidade para enviar um tipo de recado velado, que preferimos fingir não entender, sobre continuarmos na cidade. Como se não bastasse seus 'recados', fez questão de deixar bem evidente sua opinião de que a imprensa prestou um ‘desserviço’ a cidade durante o processo da crise da UNINCOR.
Putz... Era só o que faltava. A culpa agora é da imprensa!!! Como se fossemos nós que estávamos faturando mais, bem mais, de 100 mil mensais da UNINCOR e tramando o uso da instituição como instrumento de interesses politiqueiros.
Deixando de lado as falácias que lhe são próprias, o fato é que, posteriormente, o próprio Braz Pagani tentou retirar tal representação, como se o Judiciário pudesse ser acionado e desligado ao seu bel prazer, já que ele sempre alardeia ser ‘amigo’ de todo mundo e consegue dar um ‘jeitinho’ em tudo. Há quem magnificamente acredite. E há os que têm consciência e confiança na existência de um arcabouço legal que defende o bom cidadão em detrimento dos oportunistas; os interesses da coletividade em detrimento dos interesses de uns poucos que acham que podem tudo.
Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, funcionário administrativo municipal.
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Escrito por Carlos Edyl às 00h55
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OS REAIS INTERESSES DA RUPTURA INTERNA
Carlos Edyl
A representação movida por Braz Pagani contra Adair Ribeiro na segunda quinzena de novembro é somente mais um dos exemplos da briga visceral que havia entre os ex-gestores da UNINCOR. Tudo começou a ficar mais evidente durante a intervenção branca, quando padre Baldim, alegando motivos de saúde, mas na verdade pressionado pelos Conselheiros da Fundação, se licenciou da presidência da FCTE. Foi quando então o Dr. Ubsclender Carneiro Pereira, mesmo interinamente no cargo, promoveu uma série de medidas saneadoras na instituição.
A essa altura, já completamente reféns de Braz Pagani, que mandava e desmandava na UNINCOR, Adair e padre Baldim enxergavam nos interventores a forma de afastar Braz Pagani da gestão da UNINCOR, devolvendo-lhes então a instituição e seus plenos poderes.
Braz Pagani entendeu da mesma forma, e reagiu diante da colaboração inicial de Adair junto aos interventores para afastá-lo das decisões sobre a entidade, o que ele fazia abertamente mesmo sem qualquer vínculo com a instituição. Era a época em que ele era o ‘Homem-Forte’ da UNINCOR. O que, ao mesmo tempo que inflava o hiper-ego de Braz Pagani, incomodava o pavão Adair Ribeiro.
Foi exatamente nessa época que Braz Pagani mostrou que suas ameaças eram sérias e foi à luta. Em entrevista concedida à repórter Marilene Estrella, no Cidade em Revista da Rádio Tropical, Braz Pagani após criticar a intervenção na UNINCOR, fez observação aparentemente fora de contexto, dizendo que não estava reconhecendo o professor Adair Ribeiro nos últimos dias. Ou seja, mandou o recado de que estava ciente da colaboração de Adair junto aos interventores e isso poderia ter retaliações, conforme fez com sua denúncia judicial.
FALASTRÕES OU HIPÓCRITAS???
Nessa mesma época, é interessante lembrar a seguinte manchete de capa do jornal Folha do Sul, ainda hoje não contestada por nenhum dos citados:
“ADAIR INSINUA QUE BRAZ TRAMOU SUA MORTE;
E BRAZ DIZ QUE TIROU ADAIR DA CADEIA”
Putz... Qualquer pessoa com vergonha na cara, evidentemente se inocente, ao ter seu nome citado dessa forma exigiria imediata retratação e/ou esclarecimento público.
É mais ou menos como fez a doutora promotora Rosângela Di Lorenzo Bello no mesmo jornal diante fato de muuuuito menor gravidade.
É obrigação de qualquer Pessoa de Bem se resguardar de eventuais danos sociais, funcionais, profissionais e familiares. Resumindo, quem tem Honra tem, quem não, NÃO!
Há algo errado. Ou Adair foi venal, no mínino, ao insinuar que “BRAZ PAGANI TRAMOU SUA MORTE” visando determinada apólice de seguro que estava sendo forçado a assinar, segundo dezenas de professores que participaram da reunião onde Adair tentou se dissociar de Braz Pagani enquanto se esforçava inutilmente para lacrimejar. E, nesse caso, no mínimo se esperava que Braz Pagani esclarecesse de imediato. E o algo errado se agrava com a complementação da manchete onde “BRAZ PAGANI DIZ QUE TIROU ADAIR DA CADEIA”.
Putz... Devido a casos assim, jornais, TVs e qualquer outro órgão de comunicação de massa, para refletir a realidade, acaba por ter que expor a dimensão das baixarias.
“ELES CONTINUAM PENSANDO QUE NÓIS É BOBO”
Êpa! Afinal de contas é inevitável a sensação de que estão escondendo a verdade de nós.
Quando Braz Pagani diz que tirou Adair da cadeia, estará ele sendo falastrão e inconseqüente? Caso afirmativo, cabe ao Adair – pressupondo-se a atitude natural de pessoa honesta, inocente e honrada - exigir explicações e esclarecer a real veracidade dos fatos.
E, afinal, Braz Pagani tramou ou não a morte de Adair?
Existem três possibilidades:
-Ou é tudo verdade, por isso a não contestação;
-Ou é apenas excessos de força de expressão, diriam.
-Ou as manchetes são desprovidas de veracidade.
a) Se for verdade, o caso é de polícia mesmo e é bem pior do que se pensava ;
b) Se não forem bem assim, tanto Adair quanto Braz Pagani são de inconseqüência ímpar em suas palavras, e não são recomendados a cargo de gestão pública algum;
c) Se for inverídicas, tanto Adair quanto Braz Pagani deveriam se dar ao respeito e exigir retratação, já que ‘O direito não socorre quem dorme’.
Resumindo, ou os fatos noticiados são verídicos e requerem as devidas apurações, ou então a Folha do Sul inventou tudo num surto psicótico atualmente tão comum em outrora notáveis cidadãos.
A sociedade hoje exige responsabilidade social, e caso tais notícias sejam desprovidas de veracidade existem meios legais para as autoridades zelarem pela harmonia social, evitando que os meios de comunicação de massa possam arrasar irreversivelmente reputações e credibilidades alheias, valores estes sempre acompanhados de honradez ao mesmo tempo que são depreciados pelos interesseiros em ganância, poder e ostentação de riqueza.
A história recente de Adair Ribeiro, Braz Pagani e Jornal Folha do Sul mostra quem merece credibilidade e respeitabilidade social.
Finalizando, meses antes e algum tempo depois da intervenção, a camarilha dos quatro já estava rompida, apesar de manter forjadas aparências.
Carlos Edyl Santiago Filho, jornalista, funcionário administrativo municipal.
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Escrito por Carlos Edyl às 00h54
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UMA MAIS QUE OPORTUNA REAPROXIMAÇÃO
Carlos Edyl
Quando perceberam que, assim como Braz Pagani, o nunca mais reitor Adair Ribeiro e padre Baldim também seriam destituídos dos poderes de gestão da UNINCOR, houve a interesseira e oportunista reaproximação dos envolvidos. Assim como reaproximado também foi o quarto integrante da camarilha que se mantinha omisso acreditando poder ganhar tudo no grito, como costumava fazer com os que se submetiam ao seu autoritarismo soberbo e pernóstico.
Com a reaproximação, houve uma trégua entre eles, já que estava em jogo a própria permanência da camarilha no comando da UNINCOR.
Quando se surpreenderam com a movimentação da comunidade em repúdio ao retorno dos autores da gestão temerária, o grupelho então partiu para o ataque, assessorado pelo quarto elemento da camarilha, abrindo diversas frentes judiciais. Tentaram burlar o Judiciário se aproveitando das falhas e omissões de um Estatuto obsoleto que foi premeditadamente mantido assim para garantir argumentação legal que sustentasse a permanência dos nocivos. Mas era tarde demais. E a lambança que já haviam feito também já era demais.
Ainda assim, graças aos artifícios legais engendrados por quem por direito tinhao dever de zelar pelo patrimônio comunitário, no breve vigor de liminares que os possibilitaram assumir a gestão da UNINCOR, fizeram pagamentos de mais de 300 mil reais ao Braz Pagani além de fazerem sumir – por enquanto – documentos e computaodres que continham a verdade da nocividade dos integrantes da camarilha.
Foi quando Braz Pagani tentou então retirar a representação feita junto a Curadoria das Fundações contra a pessoa do Adair Ribeiro, já que haviam se reatado e compartilhavam dos mesmos interre$$es para a gestão da UNINCOR. E novamente era tarde demais. Tal representação já havia sido distribuída e está sendo analisada por uma procuradora que, pelo que já conheceu da documentação, não viu motivo para a não continuidade da investigação em interesse publico, ao contrário do que agora pedia o próprio denunciante Braz Pagani.
Nessas horas, usam-se os amigos e parentes e etc., mas diante de uma profissional com tal seriedade, nenhum argumento prevalece que não seja a devida apuração dos fatos.
Escrito por Carlos Edyl às 00h54
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